terça-feira, 26 de agosto de 2008

PECS - Sistema de Comunicação por Figuras


(PECS - Picture Exchange Communication System)


Introdução: Informações aos Pais As crianças com autismo, especialmente os mais jovens, freqüentemente tem grandes dificuldades para usar a linguagem expressiva. Cerca de 80% das crianças com autismo que entram nas escolas públicas com idade igual ou menor que 5 anos, não demonstram linguagem útil. Para estas crianças e outras que podem ter alguma fala, mas que r
aramente a utilizam em seu benefício, intervenções intensas e altamente estruturadas seriam necessárias para se conseguir que se desenvolva a linguagem. Outra das principais dificuldades com as que se enfrentam as crianças pequenas com autismo, é como eles se relacionam com as situações sociais. Estas crianças raramente começam uma interação com os adultos e usualmente não a mantém, ainda que iniciada pelos adultos. Desde cedo, a maioria das nossas interações sociais envolvem a linguagem; isto indica que estas crianças enfrentam o problema em dobro. Muitos pais e profissionais tem tentado ensinar a suas crianças silenciosas a falar. Tal treinamento freqüentemente começa por tratar de ensinar à criança a olhar para o adulto diretamente a sua cara e olhos. Ainda que este tipo de ensinamento funcione, necessita muitas semanas ou meses. A seguir, a criança é ensinada a fazer vários sons e eventualmente, imitá-los. Este passo também necessita muito tempo. Finalmente, a criança é ensinada a mesclar os sons em palavras, estas freqüentemente selecionadas pelos adultos. Durante todo este tempo de ensinamento, a criança continua sem ter um tranqüilo e útil método de comunicar-se com outra pessoa. Algumas pessoas tem tratado sistemas de comunicação ALTERNATIVOS, isto é, estilo de comunicação que não envolvem a fala. A linguagem dos sinais é um deles e também é o de imagens e outros símbolos visuais. Vários fatores contribuem para tornar estes sistemas relativamente lentos de se aprender. Por exemplo, a linguagem dos sinais necessita imitação, algo não muito fácil para as crianças com autismo. Os sistemas de imagens(pelo menos até agora), ensinam a sinalizar(apontar com o dedo) as imagens. Contudo, sinalizar freqüentemente é confuso para a criança e para o adulto, porque a criança nem sempre tem a atenção do adulto ou olha que a imagem é uma imagem de..., ou a criança aponta repetitivamente uma ou mais imagens. O Sistema de Intercâmbio de imagens PECS (Picture Exchange Communication System) foi desenvolvido pelas dificuldades ao longo dos anos, com outros programas de comunicação (Bondy e Frost 1994). O sistema já foi utilizado com 85 crianças em Delaware, de 5 anos de idade ou menores e que não tinham feito o uso da fala até o momento de entrar na escola. Das 66 crianças que usaram o PECS por mais de um ano, 44 já usam uma linguagem independente e 14 a usam ajudados por sistemas de imagens(ou palavras escritas. Sete destas crianças já não são educacionalmente identificados como autistas e mais de 30 já foram colocados em salas de aulas para crianças com incapacidades leves. Os terapeutas, entusiasticamente apoiam e usam o sistema e os pais tem usado o sistema em casa ou na comunidade. O PECS se adquire muito rapidamente; muitas crianças aprendem o intercâmbio fundamental no primeiro dia de treinamento. Um aspecto importante do PECS é que são as crianças que iniciam o processo de comunicação(são elas que iniciam a interação). Eles não aprendem a esperar ou depender dos adultos para comunicar-se. Eles, imediatamente expressam suas necessidades aos adultos que podem satisfazê-las. Aprender o PECS também tem conseguido um dramático efeito de reduzir as preocupações pelo manejo do comportamento destas crianças, tanto nas escolas como em casa. O PECS começa por encontrar coisas que atraem as crianças(isto é, coisas que as crianças querem). Estes alimentos podem ser alimentos, bebidas, brinquedos, livros, ou qualquer coisa que a criança constantemente busque e goste de ter. Depois que o adulto(terapeuta ou pai) saiba o que é que a criança quer, uma vez que já realizou esta observação, então uma imagem(fotografia, colorida, ou desenho linear em preto e branco), é feito deste objeto. Suponhamos que a criança goste de passas. Enquanto a criança trata de alcançá-las, um terapeuta fisicamente orienta á criança a apanhar a imagem das passa e colocar na mão aberta do segundo terapeuta - o que tem as passas. Enquanto a imagem é colocada na mão, o terapeuta diz: "Ah! Você quer uma passa!"(ou algo semelhante) e imediatamente da as passas para a criança. À criança NÃO se pergunta o que é que ela quer. À criança NÃO se pede que pegue a imagem. O terapeuta não diz NADA até que a criança ponha a imagem na mão aberta. Lentamente, com o tempo, a ajuda física para apanhar a imagem, é retirada, da mesma forma a ajuda para deixá-la na mão de outro terapeuta. Com pouco tempo de várias interações, a criança tem a iniciativa de começar a interagir, tomando a imagem e entregando a um terapeuta. O passo seguinte resulta em afastar o terapeuta, para que a criança tenha que fazer esforço para chegar até ele. Várias pessoas devem agora estar envolvidas em receber imagens - mas só com a imagem das passas neste ponto. Uma vez que a criança é ensinada a usar a imagem com várias pessoas, então mais imagens de coisas que lhe agradem, serão agregadas. Não obstante, neste ponto, à criança se apresenta uma imagem de cada vez. Depois de estar algum tempo usando várias imagens, uma a uma, então o terapeuta poderá colocar 2 imagens em um tabuleiro(quadro), depois 3, quatro, etc.. Uma criança usando o sistema neste ponto, enquanto que aparentemente faz umas tantas coisas, tem aprendido algumas habilidades extremamente importantes. Quando a criança desejar algo, irá ao tabuleiro de imagens, apanhará uma, irá a um adulto, porá a imagem na mão do adulto e esperará receber o que solicitou. A criança irá tranqüilamente a um adulto para obter algo, em lugar de tratar de obter o objeto enquanto ignora o restante das das pessoas. A importância da criança INICIANDO a interação não deve ser exagerada. A criança NÃO é dependente dos adultos. O sistema PECS logo ensinará a criança a criar enunciados simples como "Eu quero"....."biscoitos", usando várias imagens e uma "tira de frases". A criança deverá seguir entregando a frase a um adulto. O sistema PECS então ensinará a criança a diferença entre solicitar(pedir) e comentários simples como "Eu tenho", "Eu vejo", "Tem um...". para algumas crianças este passo é difícil e requererão algum "ajuste fino". PECS continuará expandindo o número de imagens por enunciado e o número de conceitos sobre os quais a criança poderá se comunicar. Em nossa experiência, crianças que empregam entre 50 e 100 imagens, freqüentemente começam a falar enquanto manuseiam as imagens.(Algumas crianças começam a falar muito antes, enquanto outras crianças devem continuar utilizando as imagens). Estamos muito contentes com o extraordinário êxito que temos observados com crianças que foram ensinadas a utilizar o PECS. Temos estudos controlados que apoiam o uso do PECS em muitos estados nos Estados Unidos, América do Sul e Canadá, desde crianças pequenas e adultos, e em crianças com autismo e outras incapacidades severas de comunicação. Todas as crianças com quem temos trabalhado em Delaware e New Jersey, tem aprendido, pelo menos, o primeiro aspecto do PECS - intercambiar uma imagem(ou representação visual) por um objeto desejado. Uma alta proporção destas crianças aprendem a falar dentro de um ano ou dois após iniciar com o PECS. O PECS é fácil de aprender a usar por terapeutas, pessoas e pais. Não requer materiais complexos ou treinamento altamente técnico. Não requer equipamento de alto custo, provas sofisticadas ou pessoal de alto custo ou treinamento para os pais. É uma ajuda tanto dentro da sala de aula, em casa como na comunidade. As crianças que tem aprendido outros sistemas de comunicação, tem mudado rapidamente para o PECS e tem expandido suas habilidades de comunicação. As crianças no PECS estão altamente motivados a prender o sistema, porque eles podem obter exatamente o que desejam. Entendemos que crianças muito pequenas com autismo, usualmente não tratarão de nos fazer felizes ou sentir prazer com seus êxitos. Por meio do PECS, eles podem aprender a importância de ter outra pessoa para que os ajude e possam aprender a confiar que a pessoas responderão suas mensagens, entregues com calma. Com o sistema correto, e o treinamento apropriado, uma imagem vale mais que mil palavras. PREMISSAS BÁSICAS As crianças usando PECS, são ensinados a se aproximar(chegar perto) e dar uma imagem(foto) de um objeto desejado, a seu interlocutor, para obter tal objeto. Ao fazer isto, a criança inicia um ato comunicativo para obter um resultado concreto em um contexto social. As Explicações para Começar 1.- Disponibilize(ou crie) um Sistema de Símbolos- Desenhos lineares em preto e branco ( inicie com desenhos de aproximadamente 2 polegadas ( 5.2 cm.)- Desenhos lineares em cores de 2 polegadas(5.2cm)- Fotos Comerciais - Fotografias Pessoais - Álbum Porta-imagens/fotos 2 - As imagens(fotos) devem estar facilmente disponíveis durante o treinamento- Utilize um avental de carpinteiro com imagens(fotos)- Tenha uma caixa de imagens(fotos) bem organizada. 3 - Utilize Velcro de forma generalizada- Cole(fixe) uniformemente nas imagens e na superfície suporte 4 - Tenha um lugar do quarto ou da casa onde as imagens e/ou quadros estejam disponíveis para o estudante. 5 - Ao longo do treinamento, o estudante JAMAIS deverá escutar as palavras "NÃO" ou "Não tenho nada disso". Estabeleça Reforços O que é altamente desejado pelo estudante?Entreviste a família, mestres, amigos. Valorização do ReforçoDiz-se que um objeto é preferido, se o estudante de uma forma segura o alcança em um lapso de tempo de 5 segundos ou se é selecionado pelo estudante em 3 ocasiões distintas. Problemas ao Iniciar 1 - Existe uma incapacidade motora que iniba a criança a alcançar as coisas ativamente? 2 - Não limite as opções nesta etapa. FASE 1: O INTERCÂMBIO FÍSICO Objetivo: - Quando vir um objeto altamente preferido, o estudante tomará a imagem do objeto, se aproximará do terapeuta e deixará a imagem(fotografia) na mão do terapeuta - Ao fazer isto, a criança inicia um ato comunicativo para obter um resultado concreto dentro de um contexto social. Pontos Chaves - Dois terapeutas são necessários nesta etapa inicial. Um está atrás do estudante e outro está em frente.- Não haverá incentivos(estimulações) verbais - Sempre responda como se o estudante houvesse falado- Organize, pelo menos, 30 oportunidades ao longo do dia para que o estudante possa solicitar(pedir) Passos A - Intercâmbio Completamente Assistido - O estudante deverá alcançar o objeto desejado e o terapeuta, fisicamente ajudar ao estudante a apanhar a fotografia.- Uma vez que a fotografia apenas toque no segundo terapeuta, a criança deverá ser imediatamente recompensada!!!!!- O terapeuta responde, "Ah! Você quer a bola/biscoito, etc..." "Obrigado por me dizer o seu desejo"- Não serão utilizadas estimulações diretas nesta etapa, por exemplo: "O que você quer?" "O que foi?", "Dê-me a fotografia". "Pegue a fotografia".- A mão aberta do terapeuta é a pista(dica) para a criança.B - Reforço Gradual - Inicie evitando o elogio verbal, para em seguida elogiar ao estudante quando entregar a fotografia.- Uma vez que entregou a fotografia, o estudante é imediatamente reforçado Armazenamento de dados- Repita até que o estudante deixe a fotografia na mão do terapeuta, sem incentivo, de 8 a 10 sucessos. C - Reduzindo a pista da "mão aberta".- Esperar, progressivamente mais tempo antes de mostrar sua mão aberta D - Problemas ao Iniciar - Alguns estudantes vão se irritar, portanto garanta que o terapeuta esteje com o objeto desejado em sua mão livre(não a mão usada para receber a fotografia)- Revise suas "ferramentas". Não ponha o terapeuta/pessoa favorita atrás do aluno. Situe a pessoa em frente à criança para manter contato visual.- Reforce de imediato(EXTREMAMENTE IMPORTANTE).-Enquanto reforce um intercâmbio apropriado, gire a fotografia diante do estudante quando lhe falar para manter a atenção e aumentar o reconhecimento desta fotografia.FASE 2: DESENVOLVENDO A EXPONTANEIDADE Objetivo: O estudante irá ao quadro de comunicação, apanhará uma fotografia, irá a um adulto e a deixará em sua mão!. Preparação: Uma fotografia de um objeto altamente preferido é fixada com velcro em um quadro de comunicação. Estudante e terapeuta estão sentados tal e qual estavam na fase 1.Pontos Chave - Novamente, nenhuma estimulação verbal - Treinar com um grupo de fotografias de, uma de cada vez - Trabalhar com vários terapeutas(alternando)- Faça provas de treinamento estruturado, crie pelo menos 30 oportunidades para pedidos expontâneos( Terapia Física, Terapia Ocupacional, Descanso, Lanche, etc.)) Passos: A - Permita ao estudante uma brincadeira de 10 a 15 segundos com o objeto desejado ou que coma parte do sorvete(picolé, etc.). Apanhe o objeto e mostre o quadro de comunicação com a fotografia. Se for solicitada, ajude-o fisicamente a apanhar a fotografia do quadro de comunicação.B - Aumente a distância entre o estudante e o terapeuta- O estudante inicia o intercâmbio ao apanhar a fotografia - O estudante segura(escolhe) um adulto.C - O adulto de inclina para trás para que o estudante tenha que ficar de pé para agarrá-lo.- Gradualmente o adulto aumenta a distância em polegadas(centímetros)- Conforme o êxito do estudante(4 a 5 sucessos), em seguida os aumentos das distância devem ser maiores.** As fotografias estão ainda perto do estudante D - Aumente a distância entre o estudante e a fotografia. Nós queremos que o estudante vá a fotografia e em seguida ao adulto. FASE 3: DISCRIMINAÇÃO DE FOTOGRAFIAS Objetivo: O estudante solicitará os objetos desejados indo ao quadro de comunicação selecionando a fotografia apropriada e voltando ao interlocutor para dar-lhe a fotografia. Preparação O estudante e o terapeuta estão sentados em uma mesa, um de cara para o outro(contato visual direto). Tenha disponível várias fotografias de objetos desejados ou contextualmente apropriados, fotografias de objetos irrelevantes ou não preferidos e os objetos correspondentes. Pontos Chave: - Nenhuma estimulação verbal - Continue com as atividades organizadas de forma estruturada, durante pelo menos 20 oportunidades aleatórias. - Varie a posição das fotografias no quadro de comunicação até que a discriminação seja alcançada. Passos: A - Inicie com um objeto altamente desejável um não preferido. Exemplo: Fotografia de um brinquedo sensorial versus fotografia de uma meia soquete.- Reforce com o objeto que o estudante escolha. Elogie verbalmente se o estudante escolher o objeto desejado e não demonstre qualquer reação se o estudante escolher o objeto não desejado.- Continue até que 8 a 10 sucessos sejam alcançados apropriadamente. B - Acrescente fotografias e manipule o valor do reforço das fotografias "não preferidas", para que a criança aprenda a fazer escolhas entre fotografias que são igualmente desejadas.* Nesta etapa o terapeuta pode começar a reduzir o tamanho da fotografia (imagem) Problemas para Iniciar - Enquanto ensina a discriminação de imagens, assegure-se de trocar a localização das imagens no quadro de aprendizagem para que o estudante não habitue a apanhar uma fotografia em um lugar específico.- Assegure-se de que o quadro de imagens tenha um título(artigo) "não desejado" em algum lugar entre as demais imagens. Se o estudante escolher uma imagem e em seguida reagir negativamente ao objeto, você saberá que o estudante não está discriminando adequadamente.- Se o estudante cometer um erro em sua escolha, não responda com um "NÃO" de maneira alguma. Em vez disto, diga o que o estudante lhe falou, "Você quer a meia soquete". Em seguida diga, "Se quiser o vídeo, precisa pedir o vídeo".FASE 4: ESTRUTURA DA ORAÇÃO Objetivo: O estudante solicita artigos presentes e não presentes usando uma frase de várias palavras observando ao livro. O estudante apanha uma fotografia/símbolo de "Eu quero" e a coloca em uma tira de frases(tira de velcro). Logo, o estudante apanha uma imagem do que deseja, a coloca na tira de frase, pega toda a tira de velcro e entrega ao seu interlocutor. Preparação: O que deverá estar disponível: 1 . Quadro de comunicação2 . Tira de frases3 . "Eu quero".4 . Imagens e objetos/atividades de reforço Passos: A - Fotografia da frase "Eu quero".A fotografia "Eu quero" é fixada no canto superior esquerdo do quadro de comunicação. Quando a criança desejar um objeto/atividade, oriente-a a colocar a imagem de "Eu quero", coloque-a do lado esquerdo da tira de frase, tome e coloque a imagem do objeto desejado junto a ela na tira de frase. A criança então se aproxima de seu interlocutor e lhe entrega a tira de frase(tira de velcro). Com o passar do tempo, elimine todas as pistas.*** Considera-se atingido o objetivo desta etapa com 80% de êxito, com pelo menos 3 terapeutas e sem ajuda. B - Movendo a imagem "Eu quero".Mova a imagem "Eu quero" para o canto superior direito do quadro de comunicação. Quando a criança quiser um objeto/atividade oriente-o a tomar a imagem "Eu quero", situando-a à esquerda da tira de frases, tome e situe a imagem do objeto desejado próximo dela na tira de frases. A criança, em seguida, se aproxima de seu interlocutor e lhe entrega a tira. Com o passar do tempo, vá retirando as pistas.*** Se considera que alcançou os objetivos desta etapa com pelo menos 80% de êxito com pelo menos 3 interlocutores sem ajuda C - Referências que não estão a vista Crie oportunidades para que o estudante solicite objetos/oportunidades que não estão à vista. FASE 5: RESPONDIENDO A " QUE QUIERES?" Objetivo: O estudante poderá de maneira expontânea solicitar uma variedade de objetos e pode responder a pergunta "O que você quer?"Preparação:Tenha disponível quadro de comunicação com imagem "Eu quero", a tira de velcro (tira de frase) e fotografias (imagens) de objetos. Tenha vários objetos de reforço disponíveis, mas inacessíveis (ocultos).Passos:A - Atraso de ZERO segundos:Com um objeto desejado presente, e a frase "Eu quero" no quadro de comunicação, o terapeuta simultaneamente aponta a frase "Eu quero" e pergunta, "O que você quer?", a criança deve tomar a imagem de "Eu quero" e completar o intercâmbio. B - Aumentando o intervalo de atraso.Comece aumentando o tempo entre perguntar "O que você quer?" e sinalizar a frase de "Eu quero". C - Não dar ao estudante nenhuma pista de sinalizar.Uma vez que o estudante conseguiu dominar consistentemente a ordem "O que você quer?", então, de forma sistemática, misture para criar oprtunidades de pedidos e respostas expontâneas. FASE 6: RESPOSTA E COMENTÁRIO EXPONTÂNEO Objetivo: O estudante responde apropriadamente a "O que você quer?", "O que você ver?", "O que você tem?" e a outras perguntas semelhantes quando estas são feitas de maneira aleatória. Preparação:Tenha disponível o quadro de comunicação com as imagens de "Eu quero", "Eu vejo", e a de "Eu tenho". Também tenha disponível várias imagens de objetos menos preferidos dos que o estudante já tenha aprendido a imagem.Passos:A - "O que você vê?B - "O que você vê?" versus "O que você quer?"C - "Ver", versus "Querer" versus "Ter". PERGUNTAS MAIS FREQÜENTES 1 - Quantas imagens devo introduzir durante a Fase 1?O número de imagens depende da valorização do reforço e do número de êxitos/seções necessárias para o estudante dominar a fase 1. 2 - Devo de usar somente imagens de um só tema como por exemplo o lanche quando começo a ensinar ao estudante o programa?Os primeiros êxitos do treinamento na fase 1 tipicamente tem lugar em um formato muito estruturado. O estudante pode ser retirado, inicialmente das atividades em curso para ensinar-lhe a fase 1. 3 - Como decidir quando introduzir novo vocabulário?O novo vocabulário é introduzido quando a necessidade de reforço seja mínima. O número de imagens utilizadas nas fases 1 e 2 será ilimitado, sempre e quando sejam introduzidas uma a uma. 4 - Como determinar quando é apropriado iniciar a Fase 3?Pode haver alguma superposição entre alcançar o domínio da fase 2 e da fase 3. Por exemplo, se um estudante aprendeu a ir a seu interlocutor para entregar uma imagem, mas ainda está aprendendo a ir buscar as imagens, neste caso seria correto iniciar o treinamento de discriminação. É importante recordar que a fase 2 nunca termina realmente. O componente crucial do PECS é que o estudante seja um comunicador persistente, um que perturbe em lugar de um que tenha que ser encorajado a comunicar-se. 5 - Usar sistemas individuais ou sistemas baseados em aulas coletivas?Cada estudante deve ter seu próprio tema de comunicação que possa viajar com ele. O sistema é tratado como se fosse um apêndice da criança(como uma cadeira de rodas ou um sapato ortopédico) e a criança deve aprender a ser responsável por ele. Não deve ser o terapeuta ou o parente o que irá carregar o livro de um lugar para o outro. Sistemas de aulas coletivas ou baseada em uma habitação em casa, são extremamente úteis, também. Estes podem ser quadros de "menu", que contenham vocabulário específico. Por exemplo, no banheiro pode ter um quadro com imagens de sabão, toalha, brinquedos de banho, etc. 6 - Como determinar o número de símbolos a ser usado durante uma atividade?Se o estudante está na fase 1 ou na fase 2 do treinamento, não mais que 1 símbolo deve ser apresentado em cada ocasião. Pode o terapeuta determinar, de acordo com a valorização do esforço e as rotinas naturais, qual imagem deve estar disponível em cada ponto da atividade. Se a criança está na fase 3 do treinamento, o número de símbolos será determinado pela habilidade real do estudante para discriminá-los. Além da fase 3 todas as imagens devem estar disponíveis para o estudante. 7 - Que fazer com uma criança que não se consiga identificar reforços?Sem uma recompensa potencial, não há potencial de comunicação. Portanto, devemos continuar determinando que objetos e eventos seriam gratificantes para o aluno. Algumas ocasiões isto requererá observação cuidadosa das preferências do aluno, tal como observar ao estudante que para diante de uma janela, ou que freqüentemente senta em uma cadeira de balanço, o que põe a bochecha em uma superfície fresca, etc. Cada uma destas preferências podem ser usadas como uma recompensa potencial, portanto, como um objeto ou atividade a solicitar.

domingo, 24 de agosto de 2008

Animais


Alimentos


Cores

http://www.autistas.org/pecs.htm

Higiene Pessoal - figuras


Rotina - Figuras



Os link abaixo contém imagens diversas, mas você pode improvisar e criar seus próprios PECS com recortes de embalagens de produtos que seu filho ou aluno goste (itens preferidos, comidas, bebidas, etc.), fotos dos pais, irmãos, parentes, amigos, professores, etc. Use a vontade os modelos, faça as adaptações que quiser ou modifique os originais de modo a atender melhor as necessidades de seus filhos ou alunos.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Bem-vindo à Holanda


"Uma tentativa de ajudar pessoas que não tem com quem compartilhar essa experiência única. Entender e imaginar é como vivenciar.Frequentemente sou solicitada a descrever a experiência de dar à luz a uma criança com deficiência.Seria como... Ter um bebê é como planejar uma fabulosa viagem de férias para a ITÁLIA. Você compra montes de guias e faz planos maravilhosos! O Coliseu. O Davi de Michelangelo. As gôndolas em Veneza. Você pode até aprender algumas frases em italiano. É muito excitante. Após meses de antecipação, finalmente chega o grande dia! Você arruma as malas e embarca. Algumas horas depois, você aterrisa. O comissário de bordo chega e diz: Bem-vindo à Holanda.Holanda? Diz você. O que quer dizer com Holanda? Eu escolhi a Itália! Eu deveria ter chegado à Itália. Toda minha vida eu quis conhecer a Itália!Mas houve uma mudança no plano de vôo. Eles aterrisaram na Holanda, e é lá que você deve ficar. O mais importante é que eles NÃO levaram você para um lugar horrível e desagradável, com sujeira, fome e doença. É apenas um lugar diferente. Você precisa sair e comprar outros guias. Deve aprender uma nova língua. E irá encontrar pessoas que jamais imaginara.É apenas um lugar diferente. É mais baixo e menos ensolarado que a Itália. Mas, após alguns minutos, você pode respirar fundo e olhar ao redor. Começar a notar que a Holanda tem moinhos de vento, tulipas e até Rembrandts e Van Goghs.Mas, todos os que você conhece estão ocupados indo e vindo da Itália, comentando a temporada maravilhosa que passaram lá. E por toda sua vida você dirá: Sim, era onde eu deveria estar. Era tudo que eu havia planejado.
A dor que isso causa nunca, nunca irá embora. Porque a perda desse sonho é uma perda extremamente significativa.
Porém, se você passar a vida toda remoendo o fato de não ter chegado à Itália, nunca estará livre para apreciar as coisas belas e muito especiais existentes na Holanda."(Emily Perl Knisley, 1987)

Lenda Chinesa



"Certa lenda chinesa conta que estavam duas crianças patinando em cima de um lago congelado. Era uma tarde nublada e fria e as crianças brincavam sem preocupação. De repente , o gelo se quebrou e uma das crianças caiu na água.
A outra criança vendo que seu amiguinho se afogava debaixo do gelo, pegou uma pedra e começou a golpear com todas as suas forças, conseguindo quebrá-lo e salvar o amigo. Suas mãos estavam feridas e doía muito todo o seu corpo.
Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino:
- Como você conseguiu fazer isso? É impossível que você tenha quebrado o gelo com essa pedra e suas mãos tão pequenas!
Nesse instante apareceu um ancião e disse:
- Eu sei como ele conseguiu.
Todos olharam para ele aguardando a resposta. O ancião então respondeu:
- Não havia ninguém ao seu redor para dizer-lhe que ele não era capaz."

fonte: http://www.kungfucuritiba.com.br/lendas_chinesas.htm

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Estimulação precoce.


1. INTRODUÇÃO

A estimulação precoce se dá na iniciativa de preparar a criança de 0 á 24 meses à desenvolver os sentidos do seu próprio corpo,preparando-la para dominar suas posições, tonificando-lhe a musculatura, norteando-a para o caminho de conhecer e fazer desabrochar acompanhando cada etapa da sua vida.
Com gestos do quotidiano, como carregá-la, dar banho, comida, vestir-se, seja uma maneira de aproveitar essas situações de uma forma lúdica o desenvolvimento psicomotor, e aproveitando para descobrir seu próprio corpo.

2. ESTIMULAÇÃO PRECOCE

Consiste no acompanhamento da criança e de seus pais, seguindo regularmente o desenvolvimento psico-afetivo-social deste bebê e sua família, acreditando que este oferecerá suporte para um melhor desenvolvimento da criança. Busca-se com isto abrir um novo campo de comunicação entre os pais e seu filho, campo este interrompido pelas dificuldades impostas pelo próprio diagnóstico. Os pais através deste trabalho irão descobrir que sabem mais do que supunham sobre seu filho.
A estimulação precoce deverá ser iniciada a partir do momento em que a criança for diagnosticada como bebê de risco ou portador de atraso no desenvolvimento, onde serão estimuladas as percepções sensoriais, os movimentos normais, o rolo, o sentar, o engatinhar, a deambulação, a coordenação visual e motora, a socialização e a cognição. Como também pode ser trabalhados em crianças sem atraso no seu desenvolvimento motor.
Essa educação motora contribui não só apenas para prevenir deformações, corrigir a má postura e consolidar as aquisições motoras, mas é também um extraordinário fator de equilíbrio da criança, onde ela torna-se calma, e dá o que a criança mais busca num meio desconhecido: segurança.
As atividades motoras concorrem para o desenvolvimento do cérebro e são indispensáveis á organização do sistema nervoso, a ausência de estímulos acarreta a perda definitiva de funções inatas, o trabalho de desenvolvimento se dá num clima de descontração, brincadeiras e de segurança, aproveitando todas as ocasiões para dar-lhe os meios de progredir e adquirir autonomia.
Com muito carinho e espontaneidade prepara-se a criança a conhecer e dominar seu próprio corpo, como ensiná-la a posição de sentada, tonificando-lhe a musculatura, para posteriormente a conquista da posição de pé, fazendo com que ela perceba o papel e o apoio dos pés, para andar facilitando-lhe a busca de equilíbrio. Essa adaptação a seu ritmo e personalidade favorecem o seu desabrochar, de deixá-la á vontade no próprio corpo, de “acompanhar” num certo sentido o seu desenvolvimento.
Essa modificação tão mínima e fundamental na educação da criança vai fazer com que ela se torne uma criança sem traumas, centrada, e vai enriquecer cada vez mais a relação mãe-filho. São pequenas tarefas do dia-a-dia que fazem diferença, como trocá-la, dar-lhe banho, comida, brincadeirinhas... E é nessas situações que se deve aproveitar para estimular e suscitar a atividade espontânea da criança, explicando-lhe, apelando sua participação, procurando não perturbar sua atividade espontânea, dando-lhe tempo para mudar de posição, prolongando os movimentos que ela esboça, deixando-a explorar e descobrir o seu mais novo e bonito brinquedo: o próprio corpo.
São baseados nesses fatos que são divididos quatro períodos de desenvolvimento, cujas idades cronológicas são indicações aproximadas. A cada tipo de criança corresponde um perfil de evolução e variedades de movimentos.


3. PRIMEIRA FASE: 0 – 3 MESES.

Durante esse período, a vida do recém-nascido é ritmada pelo sono e pela alimentação, ritmo que deve ser respeitado.
Desde esta idade a personalidade da cada um se revela. Alguns são muitos vivos ( hipertônicos ), outros de reação lenta ( hipotônicos ), mas todos têm necessidade de carícias, de palavras ternas, de estímulos, de movimento.
Nessa idade o corpo do bebê é mais rígido, com braços e pernas dobrados, punhos cerrados, depois dos movimentos de descontração global e analítica, os membros e o corpo conseguirão relaxar-se. A mão do pai é extremamente tranqüilizante, a criança dorme melhor e chora menos. Segue alguns exemplos de exercícios para membros superiores e inferiores.

Sugestões de exercícios:
· Virar e revirar a criança toda vez que for trocá-la. (induz movimento global)
· Um móbile brilhante acima da cama, um chocalho sonoro
· ( brinquedos ajudam a estimular)
· E evitar movimentos bruscos os gestos devem ser suaves, sustentar-lhe a cabeça, servir-se do movimento esboçado pela criança para continuá-lo na mesma direção.
· Colocar a criança nua de costas, sobre uma bola não muito cheia, com finalidade de Distensão corporal, aguça o tato, e evita o sentimento de insegurança.
· Deitar a criança de costas no chão, para obter a abertura da mão através da descontração do ombro, e tomar consciência do corpo, obter a extensão completa dos braços.
· Ainda deitada de costas no chão ou mesa, pode-se fazer o alongamento das pernas, tornando-o mais flexíveis e mais longos os músculos das pernas.
· O jogo do rolo ajuda a criança a sustentar a bacia ligeiramente, como também libertam seus braços.


4. SEGUNDA FASE: 3 – 6 MESES.

As reações ao mundo exterior são ativas: o bebê vira a cabeça quando ouve barulho, usa os reflexos de equilíbrio, orienta-se no espaço, brinca com o corpo e depois olha a mão, em breve chegará á coordenação entre olhar e preensão.
A contração do corpo diminui, sendo substituída por uma maior tonicidade da nuca e do tronco. A passagem de uma fase para outra deve ser feita progressivamente e pode ser prosseguida além dos três meses se a criança continuar hipertônica. Nessa fase é importante tonificar os músculos para preparar para posição de sentar e devem continuar os movimentos globais.

Sugestões de exercícios:
· Usar uma grande bola de praia facilita a busca de equilíbrio.
· Na hora do banho, deixar a criança á vontade, lavar cada parte do corpo dizendo como se chama utilizando gestos.
· O espaço deve permitir a atividade motora da criança.
· Segurar a criança pelos joelhos com uma mão e pelo peito com a outra, para reforçar os músculos da nuca e costas para a preparação do engatinhar e desenvolver sua amplitude respiratória.
· A utilização do rolo também prepara para engatinhar, estimulando músculos dos braços e das costas.
· Deitar a criança de costas com as pernas esticadas, com a finalidade de reforçar a musculatura abdominal.


5. TERCEIRA FASE: 6 – 12 MESES.

A criança pode servir-se dos brinquedos, pegá-los, a preensão está adquirida e ela participa desses movimentos ativamente. Reconhece o meio onde se encontra e sabe distinguir as pessoas a seu redor, toma consciência de si e dos outros. É o período em que é preciso responder a essa angústia transmitindo segurança á criança no seu próprio corpo.

Sugestões de exercícios:
· Brincar com bolas de cores e tamanhos diferentes.
· Brincadeiras com cubos;
· Baldinhos para encher de areia no jardim;
· Copinhos para encher de arroz em casa;
· Brinquedos de empurrar e puxar;
· Fantoches;
· Livros com figuras;
O espaço deve corresponder á curiosidade e ás possibilidades da criança.


6. QUARTA FASE: 9 – 15 MESES (e além)
Esta é a idade em que a criança experimenta de fato o prazer que lhe proporciona a atividade motora. Ela tem vontade de alcançar tudo, e agarrar tudo. Mas para ela continuar progredindo precisa da presença carinhosa, estimulante e tranqüilizadora do pai e da mãe, é a idade do prazer compartilhado.

Sugestões de exercícios:
· Os movimentos globais serão jogos que precisam da adesão total da criança.
· Objetos como bastões, arco, o carrinho, permitem a criança libertar-se da mão do adulto.
· Subir no escorregador, escadas, descer degraus, cair, levantar-se.
· Colocar a criança de quatro, facilita a independência do tronco com relação as penas.
· Primeiro passo: deixá-la sentir essa sensação de ficar em pé pela primeira vez,saber esperar o momento certo em que a criança entende, descobre e adquire.

Le Boulch (1982) salienta que os movimentos espontâneos, mesmo não sendo pensados, dependem das experiências vividas anteriormente, não se trata de uma memória intelectual, mas sim de uma verdadeira memória corporal, toda ela carregada de afeto e orientada por ele. O corpo não está simplesmente dotado de eficácia, ele está presente no mundo como uma unidade fundamentalmente original, como “corpo próprio”.


7. CONCLUSÃO:

Os pais, os profissionais, exercem uma influência ímpar no desenvolvimento da criança.
A estimulação basicamente feita com brincadeiras faz com que a criança conheça a si e ao espaço que vive, reconhecendo objetos, meio e pessoas, contribuindo com algo essencial para seu desenvolvimento físico, afetivo e intelectual.
Certamente feito todo esse processo, juntamente com afeto, paciência e respeitando os limites da criança, a mesma crescerá tornando-se uma pessoa equilibrada, calam, antecipando suas reações, sorrisos, e retribuindo com gestos a cada dia, levando esse conhecimento pro resto da vida.

MACEIÓ, JUNHO de 2008.
SOCIEDADE DE ENSINO SUPERIOR DE ALAGOAS – SESAL
FACULDADE DE ALAGOAS – FAL
CURSO DE FISIOTERAPIA

AMANDHA BOMFIM
RAYNNA TORRES
STELLA DE OLIVEIRA
THIAGO NOBRE

MACEIÓ, JUNHO de 2008.

Dia dos Pais




Lembrancinha de Dia dos Pais: As professoras, inspiradas neste cartão confeccionaram em EVA azul (porta-cd), no lugar do papai, foi colocado um coração com uma foto 3X4 do Papai e ao lado um cd personalizado com uma etiqueta com a carinha da criança e a música preferida do Papai gravada.