terça-feira, 1 de setembro de 2015

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Pecs

O que é Pecs?

Desenvolvido por Andrew S. Bondy, Ph.D. e Lori Frost, M.S., CCC / SLP 


PECS foi desenvolvido em 1985 como um sistema de intervenção aumentativa /alternativa de comunicação exclusivo para indivíduos com transtorno do espectro do autismo e doenças do desenvolvimento relacionadas. Usado pela primeira vez num programa em Delaware ‘Delaware Autistic Program’, PECS tem recebido reconhecimento mundial por focar no componente de iniciação de comunicação. PECS não requer materiais complexos ou caros. Foi criado pensando em educadores, famílias e cuidadores, por isso é facilmente utilizado em uma variedade de situações.

domingo, 19 de julho de 2015



Autismo e andar nas pontas dos pés

Quadros em que crianças com autismo marcham nas pontas dos pés são relativamente frequentes e podem ser causadas por múltiplos fatores, tais como alterações de comportamento, mudanças no processamento sensorial e modificações no tônus muscular da região da panturrilha.
Uma equipe interdisciplinar, composta de especialistas de várias áreas, que tenham experiência em transtorno do espectro autista, saberá diferenciar se a marcha nas pontas dos pés é fruto de alguma doença provocada por paralisia cerebral ou apenas uma atitude proveniente de uma alteração no comportamento e/ou no processamento sensorial da criança.
Os autistas “puros”, ou seja, aqueles que não têm comorbidades (doenças que ocorrem junto com a deficiência), em geral não apresentam alterações de tônus muscular. Em quadros assim, é contra-indicada a prescrição de algum tipo de órtese suropodálica para posicionamento dos pés (as chamadas goteiras corretivas). O esperado é que em algum momento a criança desça das pontas dos pés (ao sentar-se ou deitar-se, por exemplo), o que naturalmente irá alongando a musculatura da panturrilha, contribuindo para preservar a amplitude do movimento.
A prescrição de órteses, nesses casos, precisa levar em conta que seu uso pode desencadear outras alterações de comportamento – a criança pode vir, por exemplo, a se negar a andar sem a órtese. Nos raros casos em que o uso da goteira é indicado, a orientação interdisciplinar dirigida aos pais deve destacar aspectos como a apresentação adequada do equipamento à criança, seu tempo de uso e de descanso e, sobretudo, a previsão de sua retirada definitiva.
Quando o autista permanece o tempo todo nas pontas dos pés -- o que pode levar a lesões e contraturas musculares sérias nas panturrilhas --, recomenda-se aos pais e/ou cuidadores que tratem o local com massagens, bolsa de água quente e manobras de alongamento, a fim de aliviar a tensão.

SCHWARTZMAN, JS, ARAUJO, CA. Transtorno do espectro do autismo. São Paulo: Memnon, 2011.


sexta-feira, 10 de julho de 2015

ABA: uma intervenção comportamental eficaz em casos de autismo

Edições Edição 0
Escrito por Sabrina Ribeiro   
Qui, 16 de Setembro de 2010 11:20

Por Sabrina Ribeiro
O autismo é uma condição crônica, caracterizado pela presença de importantes prejuízos em áreas do desenvolvimento, por esta razão o tratamento deve ser contínuo e envolver uma equipe multidisciplinar (Schwartzman, 2003).
A eficácia de um tratamento depende da experiência e do conhecimento dos profissionais sobre o autismo e, principalmente, de sua habilidade de trabalhar em equipe e com a família (Bosa, 2006).
Existem vários tipos de tratamento que podem ser usados para ajudar uma criança com autismo. Independente da linha escolhida, a maioria dos especialistas ressalta que: o tratamento deve começar o mais cedo possível; as terapias devem ser adaptadas às necessidades específicas de cada criança e a eficácia do tratamento deve ser medida com os avanços da criança.
Sabe-se que uma boa intervenção consegue reduzir comportamentos inadequados e minimizar os prejuízos nas áreas do desenvolvimento. Os tratamentos visam tornar os indivíduos mais independentes em todas as suas áreas de atuação, favorecendo uma melhoria na qualidade de vida das pessoas com autismo e suas famílias.
Neste artigo tentarei explicar ao leitor um pouco sobre a metodologia ABA, que é usada como um método de intervenção comportamental no tratamento dos sintomas do autismo.
A análise do comportamento aplicada, ou ABA (Applied Behavior Analysis, na sigla em inglês) é uma abordagem da psicologia que é usada para a compreensão do comportamento e vem sendo amplamente utilizada no atendimento a pessoas com desenvolvimento atípico, como os transtornos invasivos do desenvolvimento (TIDs). ABA vem do behaviorismo e observa, analisa e explica a associação entre o ambiente, o comportamento humano e a aprendizagem (Lear, K., 2004)
As origens experimentais da terapia comportamental trouxeram algumas vantagens importantes ao clínico: ele foi treinado na observação de comportamentos verbais e não verbais, seja em casa, na escola e/ou no próprio consultório, o que é fonte de dados relevantes. Ele estuda o papel que o ambiente desempenha – ambiente este onde é possível interferir e verificar as hipóteses levantadas. Outra habilidade é o entendimento do que é observado como um processo comportamental, com contínuas interações e, portanto, sujeito a mudanças (Windholz, 2002).
As técnicas de modificação comportamental têm se mostrado bastante eficazes no tratamento, principalmente em casos mais graves de autismo. Para o analista do comportamento ser terapeuta significa atuar como educador, uma vez que o tratamento envolve um processo abrangente e estruturado de ensino-aprendizagem ou reaprendizagem (Windholz, 1995).
Um dos princípios básicos da ABA é que um comportamento é qualquer ação que pode ser observada e contada, com uma freqüência e duração, e que este comportamento pode ser explicado pela identificação dos antecedentes e de suas consequências. É a identificação das relações entre os eventos ambientais e as ações do organismo. Para estabelecer estas relações devemos especificar a ocasião em que a resposta ocorre, a própria resposta e as conseqüências reforçadoras (Meyer, S.B., 2003).
Estes comportamentos são motivados, de forma prazerosa. Eles têm uma função: servem para conseguir algo que se deseja.
Sabemos que todos os comportamentos de um modo geral são aprendidos, bem como os comportamentos problemas. Isso não significa que alguém intencionalmente nos ensinou a exibir este tipo de comportamento problema, apenas que aprendemos que eles são eficazes para conseguirmos o que queremos.
O método ABA pode intencionalmente ensinar a criança a exibir comportamentos mais adequados no lugar dos comportamentos problemas.
Comportamentos estão relacionados a eventos ou estímulos que os precedem (antecedentes) e a sua probabilidade de ocorrência futura está relacionada às conseqüências que os seguem.
Todo comportamento é modificado através de suas conseqüências (Moreira e Medeiros, 2007). Tentamos fazer coisas e se elas funcionam faremos novamente; quando nossas ações não funcionam é menos provável que as realizemos novamente no futuro.
Os objetivos da intervenção são:

1. Trabalhar os déficits, identificando os comportamentos que a criança tem dificuldades ou até inabilidades e que prejudicam sua vida e suas aprendizagens.
2. Diminuir a freqüência e intensidade de comportamentos de birra ou indesejáveis, como, por exemplo: agressividade, estereotipias e outros que dificultam o convívio social e aprendizagem deste indivíduo.

3. Promover o desenvolvimento de habilidades sociais, comunicativas, adaptativas, cognitivas, acadêmicas etc.
4. Promover comportamentos socialmente desejáveis

A intervenção é baseada em uma análise funcional, ou seja, análise da função do comportamento determinante, para eliminar comportamentos socialmente indesejáveis. Este é um ponto central para entendermos qual é o propósito do comportamento problema que a criança está apresentando e, com isso, montarmos a intervenção para modificá-lo. Se o comportamento é influenciado por suas consequências, podemos manipulá-las para entendermos melhor como essa sequência se dá e também modificar os comportamentos das pessoas, programando conseqüências especiais para tal (Moreira e Medeiros, 2007).
O primeiro passo para se resolver um comportamento problema é identificar a sua função. Se não soubermos por que uma criança deve se engajar em um comportamento adequado (qual a função ou propósito), será difícil saber como devemos ensiná-la.
Pais, terapeutas e professores tendem a imaginar ou achar um motivo para o comportamento e isso incorrerá no insucesso da intervenção. A avaliação comportamental é a fase da descoberta, e visa à identificação e o entendimento de alguns aspectos relativos à criança com autismo e seu ambiente. Alguns dos objetivos da avaliação são:
  • Entender o repertório de comunicação da criança: presença ou não de linguagem funcional, contato visual, atendimento de ordens, entre outros;
  • Como ela se relaciona em seu ambiente: brinquedos preferidos, apresenta birras frequentes, como reage às pessoas;
  • Qual a função de seus comportamentos;
  • Em que circunstâncias certos problemas ocorrem ou deixam de ocorrer com maior freqüência ou intensidade?
  • Quais as conseqüências fornecidas a esses comportamentos problema?

Com base nestas informações, o segundo passo é traçar pequenos objetivos a curto prazo, visando à ampliação de habilidades e eliminação de comportamentos inadequados, realizando a manipulação dos antecedentes (estratégias de prevenção).
É importante que a modificação de comportamentos desafiadores seja feita gradualmente, sendo a redução da ansiedade e do sofrimento o objetivo principal. Isto é feito pelo estabelecimento de regras claras e consistentes (quando o comportamento não é admitido ou permitido); uma modificação gradativa; identificação de funções subjacentes, tais como ansiedade ou incerteza; modificações ambientais (mudança nas atitudes ou tornar a situação mais previsível) e transformação das obsessões em atividades adaptativas (Bosa, 2006).

Modificando os antecedentes podemos prevenir que o comportamento problema aconteça.
Isto é realizado de diferentes maneiras:

1. Evitando situações ou pessoas que sirvam como antecedentes para o comportamento problema;
2. Controlando o meio ambiente – no decorrer da vida do indivíduo o ambiente modela, cria um repertório comportamental e o mantém; o ambiente ainda estabelece as ocasiões nas quais o comportamento acontece, já que este não ocorre no vácuo (Windholz, 2002).
3. Dividindo as tarefas em passos menores e mais toleráveis, o que chamamos de aprendizagem sem erro. Toda a intervenção está baseada na aprendizagem sem erros, ou seja, deixamos de lado o histórico de fracassos e ensinamos a criança a aprender.
Esta aprendizagem deve ser prazerosa e divertida para a criança, podendo-se usar reforçadores para manter a criança motivada. Um reforço é uma conseqüência que aumenta a probabilidade de esta resposta acontecer novamente. Quando um comportamento é fortalecido, é mais provável que ele ocorra no futuro.
Além do reforço, usamos a hierarquia de dicas: quando iniciamos o ensino de qualquer comportamento, ajudamos a criança a realizá-lo com a dica necessária, que pode ser verbal (total ou parcial), física, leve, gestual, visual ou auditiva – e planejamos a retirada dessa dica até que a criança seja capaz de realizar o comportamento de maneira independente.
O terceiro passo é a elaboração de programas de ensino. Os programas de ensino são individualizados, geralmente ocorrem em situação de “um para um” e envolvem as diversas áreas do desenvolvimento: acadêmica, linguagem, social, verbal, motora, de brincar, pedagógica e atividades de vida diária.
A metodologia ABA e seus procedimentos são constantes e padronizados, o que possibilita que mais de um professor (pessoa que realiza os programas) trabalhe com a criança.
Este é um programa intensivo e deve ser feito de 20 a 30 horas por semana. É importante ressaltar que este programa não é aversivo e rejeita qualquer tipo de punição.
A participação dos familiares da criança no programa é de grande contribuição para seu sucesso e assegura a generalização e manutenção de todas as habilidades aprendidas pela criança.

Sabrina Helena Bandini Ribeiro é psicóloga, trabalha com pessoas com autismo desde 1995, é mestre em Distúrbios do Desenvolvimento, pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, especialista em Assistência Psicoprofilática em Medicina Fetal, pela Universidade Federal de São Paulo, e atende em São Paulo e Atibaia (SP), além de ser professora do curso de graduação em Psicologia da FAAT (Faculdades Atibaia) e fez parte do grupo de pesquisa sobre transtornos invasivos do desenvolvimento e avaliação neuropsicológica do Laboratório de Distúrbios do Desenvolvimento, na Universidade Presbiteriana Mackenzie. E-mail: sabandini2@yahoo.com.br

Fonte: http://www.revistaautismo.com.br/edic-o-0/aba-uma-intervenc-o-comportamental-eficaz-em-casos-de-autismo 

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Fiquei muito tempo sem escrever, espero retomar as atividades no blog.
Agora além de contribuir com atividades da minha prática (educação infantil), também quero postar a respeito de inclusão e adaptações curriculares.
Ah! E por incrível que pareça, minha filha também adora Charlie e Lola.
Beijos

quarta-feira, 30 de maio de 2012

domingo, 22 de abril de 2012

O que é portifólio?


O PORTFÓLIO COMO RECONSTRUÇÃO DO PROCESSO DE APRENDIZAGEM NOS PROJETOS DE TRABALHO:


                                                       O QUE É UM PORTFÓLIO?

Em Educação, o Portfólio é um continente de diferentes classes de documentos (notas pessoais, experiências de aula, trabalhos pontuais, controles de aprendizagem, conexões com outros temas fora da Escola, representações visuais, etc..) que proporcionam evidências do conhecimento que foi sendo construído, das estratégias utilizadas para aprender e da disposição de quem o elabora em continuar aprendendo. Mas um portfólio é muito mais que a recompilação de trabalhos ou materiais guardados numa pasta, ou os apontamentos e notas tomadas em sala de aula passadas a limpo, ou uma coleção de recordações de aula coladas num álbum. Um portfólio não implica só selecionar, ordenar evidências de aprendizagem e colocá-las mum formato para serem mostradas. É sim, um processo constante de reflexão, de contraste entre as finalidades educativas e as atividades realizadas para sua consecução, para explicar o próprio processo de aprendizagem e os momentos chave nos quais o estudante superou ou localizou um problema.
Os portfólios permitem aos professores e alunos apreciarem a relação das partes com o todo e, sobretudo, é um recurso para relacionar a teoria com a prática.
Permite refletir sobre a reconstrução da aprendizagem, sobre o papel dos alunos no processo, perspectiva sobre ensino e aprendizagem, sobre a interação e intervenção do professor, a definição dos conteúdos e sua relação com as atividades propostas e à atitude investigadora na sala de aula.

FUNÇÕES DO PORTFÓLIO

# Facilitar a reconstrução e reelaboração por parte de cada estudante do seu processo ao longo de um curso ou de um período de ensino;
# Refletir sobre a trajetória de aprendizagem de cada estudante em sua realidade, oportunizando mudanças durante o desenvolvimento do programa de ensino na busca de superação de problemas;
# Permitir aos professores, aproximarem-se do trabalho dos alunos não de uma maneira pontual e isolada, como acontece nas provas e testes, mas sim, no contexto do ensino;
# Permitir ao aluno sentir a aprendizagem institucional como algo próprio, pois cada um decide que trabalhos e momentos são representativos de sua trajetória, estabelecendo relações entre eles, numa tentativa de dotar de coerência as atividades de ensino, com as finalidades de aprendizagem que cada um e o grupo se tenham proposto.
# Identificar questões sobre o modo como os estudantes e os educadores refletem sobre quais são os objetivos de sua aprendizagem, aqueles que foram cumpridos e os que não foram cobertos, onde foi enfocado de maneira inadequada o esforço para aprendizagem e em que direções torna-se mais promissor enfocá-lo para o futuro.

CARACTERÍSTICAS:

As avaliações baseadas em Portfólios encorajam o Aprendizado centrado no aluno, pode e deve concentrar a atenção de todos (pais, professores e familiares), nas tarefas importantes do aprendizado. O processo pode estimular o questionamento, a discussão, a suposição, a proposição, a análise e reflexão.
As estratégias do portfólio não incluem atitudes burocráticas ou medidas padronizadas, mas estimulam a aprendizagem para professores, alunos, e pais. Encorajam o desenvolvimento de um currículo embasado na criança - que conhecemos pelo nome de projetos. Possuem potencial de representar o desenvolvimento infantil nos domínios socioemicional e físico, bem como nas áreas acadêmicas. "Para o planejamento de experiências de ensino adequadas às crianças, necessitamos ter um conhecimento de cada uma delas, ou seja, sua bagagem cultural e social". Todos os passos no desenvolvimento do portfólio auxiliarão a aprender a respeito das necessidades e da força de cada uma.
A avaliação por portfólio pode ajudar os professores a realizar adaptações para determinadas crianças. A coleta de amostras de trabalhos das crianças, fotografias, etc... Garantem uma avaliação de acordo com as evidências da criança quanto às Inteligências Múltiplas.
Os portfólios podem ser indicados para uma comunidade de aprendizes que inclua familiares de maneira significativa, onde estes ajudam com recursos, fornecendo informações e apoio voluntário para investigação de tópicos selecionados pelos professores.
Um professor tem responsabilidade máxima ao recrutar familiares para este tipo de participação. Esta estratégia vai além daquela tradicional maneira de envolver a família, na qual os pais eram informados sobre o progresso dos filhos, mas nem eles, nem outros familiares eram como parceiros da aprendizagem.
É importante que o professor mantenha seu diário de ensino como uma estratégia que vise estimular a reflexão e auto avaliação. Um diário de ensino pode ser um valioso componente tanto na avaliação com portfólio, como em seu próprio desenvolvimento profissional, por ele representar a base sólida para seus pensamentos sobre as observações feitas cotidianamente, anotando planos, preparando aula, escrevendo o que deu certo o que não deu e alguns questionamentos feitos a você mesmo do tipo:
"Por que tenho dificuldade em manter a atenção das crianças durante as aulas com a turma inteira?"
"Por que fulano e Ciclano não querem fazer educação física?"
Pergunte, investigue, escreva. Reúna informações para responder a estes questionamentos. Use um fichário, pasta, caderno, para fazer suas anotações e o mantenha sempre perto para registrar ideias rapidamente.

*Sugestões para constar no seu diário de ensino (além do seu planejamento)

· Qual parece ter sido o acontecimento mais bem sucedido do dia?

· Alguma criança teve um momento de "eureca" em minha aula hoje?

· Alguma criança ensinou algo à outra?

· Alguma criança fez alguma pergunta interessante, diferente?

Você pode selecionar uma criança ou um grupo para escrever a respeito de:

_Qual atividade pedagógica foi mais efetiva com fulano de tal?


_Ciclano demonstrou algum progresso em alguma área específica hoje? (anotar qual atividade, que materiais foram utilizados, intervenções feitas).

TIPOS DE PORTFÓLIOS:
A) PARTICULAR
B) DE APRENDIZAGEM
C) DEMONSTRATIVO


PARTICULAR: são registros escritos (sistemáticos, planejados para serem observados) dos seus alunos como históricos médicos, registros de casos (eventos significativos, complementares), entrevistas com pais (conversas particulares), etc...

DE APRENDIZAGEM: (é do aluno) Contém anotações, rascunhos, esboços, preliminares de projetos em andamento, amostras de trabalhos recentes e o diário de aprendizagem dos alunos.

DEMONSTRATIVOS: São amostras representativas de trabalhos ao quais demonstram avanços importantes ou problemas persistentes. Relatos, relatórios de alunos, fazem parte deste portfólio. Um dos benefícios dos portfólios demonstrativos é que as crianças e os seus futuros professores podem rever seus trabalhos anteriores e encontrar pistas para novos projetos.

PORTFÓLIOS ELETRÔNICOS: Alguns inovadores estão criando sistemas de armazenamento de dados em disquetes e cds. São sistemas interessantes, porém o custo e a demanda de tempo fazem com que os portfólios não sejam práticos para a maioria dos pais e professores.

· AMOSTRAS DE TRABALHOS: Coletados e avaliados com o passar do tempo, eles revelam o progresso de uma criança. Podem ser utilizados materiais originais que não foram revisados, bem como medidas e comparações do aprendizado do aluno, como testes os quais revelam a interpretação de outra pessoa sobre o desempenho dos alunos. Para aprender algo novo, os pesquisadores devem encontrar e interpretar as amostras de trabalhos, pois dão a possibilidade de os professores aprenderem algo novo sobre as necessidades dos alunos.

REUNIÃO DE ANÁLISE DE PORTFÓLIOS: (também reunião de entrega de avaliações) É um encontro privado relativo a todas as experiências do aluno durante um trimestre. Nesta reunião, apresentam os conteúdos do portfólio de Aprendizagem e conversam sobre ele.

RELATOS NARRATIVOS: São relatos periódicos do processo global de cada aluno, bem como de suas acomodações em relação às necessidades e às habilidades delas. Nas séries iniciais, os relatos narrativos podem complementar os tradicionais boletins de notas ou até mesmo substituí-los.

RELATÓRIOS NARRATIVOS: Não precisam ser longos, mas devem ser completos. Os relatórios narrativos podem parecer mais uma burocracia, mas de fato, são resumos de seus achados sobre o crescimento e o desenvolvimento de uma criança durante um período específico de trabalho.


LISTAGEM DE ESCALAS DE CLASSIFICAÇÃO: Podem ser valiosas para rápida avaliação e registro das habilidades de um aluno, em certo domínio do desenvolvimento. Como as listagens e as escalas de classificação exigem que você observe cada criança e preste atenção ao seu desenvolvimento durante certo período de tempo, elas podem ser importantes instigadores do "pensamento" para o professor que está tentando tornar sua aula mais adequada do ponto de vista do desenvolvimento infantil.

ESQUEMA PARA RELATÓRIOS NARRATIVOS:

1. Resumo do progresso da criança desde o último relatório, ou desde a última reunião de pais.

2. Desenvolvimentos importantes:
- comunicação
- matemática
- resolução de problemas, criatividade, área sócio emocional e física (alfabetização).

3. Plano de ação
- No princípio, recomendamos que você prepare e distribua os relatórios aos poucos. Ex: Se o trimestre termina em junho, você poderá ir entregando a cada semana durante o mês de maio, os relatórios narrativos para os pais, de um grupo de 5 a 10 alunos, a cada semana.

BIBLIOGRAFIA: Manual de Portfólio Transgressão e Mudança - Fernando Hernández
Fonte:
http://paginas.terra.com.br/educacao/thomas/escola.samuel/portfolio.htm
Construção do Portfólio: http://www.nsmorumbi.com.br/conteudo/docs_pdf/2007-04-27-portifolio_sintese_pais.pdf






Atividades na Creche
Os bebês e as crianças pequenas estão sempre dependentes do contato humano, de lhes falar, dar atenção e ternura com que recebem. Os amplos processos de aprendizagens que se realizam nesta fase da vida, só podem ser acionados no calor seguro de uma relação harmoniosa entre pais, educadoras e crianças.
            Por isso é muito importante:

ü Habituação ao contato e necessidades de contato através da proximidade corporal, carícias sempre repetidas de olhar para ela, conversar com ela, bem como a sua integração no mundo das coisas.

ü Educação da audição e da atenção através de sons barulhentos (vozes, campainhas, etc.) que mais tarde virão em direções diferentes, com alturas e sequências de sons diferentes. Estimulação da própria produção de ruídos (bater palmas, pés, etc.)

ü Educação da visão e da atenção através de estímulos luminosos e em movimento, através de objetos com formas simples e cores nítidas (bolas, etc.), para isso é conveniente limitarmo-nos a poucos objetos que mostraremos muitas vezes. Mais tarde poderemos acrescentar outros objetos mais pequenos, bem como imagens simples.

ü Exercícios de movimentos bucais, sucção, lombar, mastigar (mais tarde, quando se dão alimentos sólidos) e igualmente fazer brincadeiras com sopro.

ü Ensinar a apalpar, mexendo em vários objetos com a mão (ao principio será conduzida).

ü Exercícios para a movimentação das mãos, com estimulação para agarrar, dar a mão, bater palmas, dizer adeus, bater à porta, atirar uma bola, fazer construções, atirar com coisas, fazer brincadeiras simples com os dedos, etc.

ü Educação para a movimentação do corpo, levando os movimentos espontâneos a adaptarem-se a um dado ritmo com um pandeiro, cantando; rastejar, rebolar-se, endireitar-se, pôr-se em pé, andar de mão dada. A articulação da criança através dos exercícios de “ginástica” rítmica tem uma importância muito especial.

ü Preparar a capacidade de comunicação da criança chamando-a pelo seu nome próprio, dizendo-lhe palavras ternas, dizendo o nome das pessoas e coisas e falando-lhe incansavelmente durante todas as atividades.

ü Estímulo para fazer ritmos: em conjunto e para cantar sons e melodias. “Ensinar” a criança progressivamente a empregar palavras determinadas para exprimir os seus desejos, ao pedir determinado objeto, repetindo incansavelmente as palavras e tendo as reacções apropriadas.

ü Habituar a criança a pouco e pouco a beber pelo seu copo e a comer com a colher.

ü Habituar a criança a ter um determinado ritmo de vida.

ü Fazer surgir e aprofundar estímulos emocionais, como alegria, confiança, bem-estar, etc. dando à criança possibilidade de fazer experiências, exteriorizando sentimentos, deixando-a participar e aprovando os seus esforços.

ü Tudo o que se faça terá sempre que ser adaptado à maneira de ser da criança.

ü Mostrar à criança como se faz, fazê-la colaborar e estimular a sua participação e iniciativa.

ü Todas as capacidades adquiridas devem ser incansavelmente exercitadas e repetidas. Tudo o que queremos “ensinar” de novo deverá ser incorporado somente através de pequenos passos.

ü Todas as “ordens” que se dão, bem como os estímulos de aprendizagem deverão ser simples, calmos mas enérgicos.

ü É muito importante que a criança conheça e brinque com objetos que há em todas as casas (tigelas, colheres de pau, papéis, etc.).

ü Além disto são necessários materiais como bolas, argolas para morder, bonecos de pano laváveis, cestinhos, bolsas, livros de imagens e mais da vida de todos os dias.