23/09/2007

Profissionais de creche


Para trabalhar em uma Creche não basta apenas ter um diploma de Magistério, Normal superior ou Pedagogia. O profissional que trabalha em uma creche deve estar apto a lidar com choro, manha, a carência afetiva, a falta de informação e participação dos pais, fases de adaptações do bebê a rotina da Creche, ter carinho, amor a profissão , dar atenção necessária aos cuidados relacionados a higiene e a aquisição desses hábitos por parte dos pequenos e atento as fases de desenvolvimento das crianças, desempenhando ações que visam a socialização, o desenvolvimento da linguagem, conhecimento do mundo por meios dos sentidos, etc.Graças a Deus recebo a benção de trabalhar com pessoas que dia a dia demosntram esse comprometimento, predispostas a mudanças,fazendo o local da Creche , um lugar de troca, aprendizado, respeito as crianças e aos colegas de profissão .

14/09/2007

Audição infantil



A audição infantil precisa ser testada e exercitada desde cedo.Coisas simples que não exige gasto algum e que qualquer um pode fazer para testar e desenvolver a audição do seu filho, em casa ou numa creche.



5 Atividades para Testar e Desenvolver a Audição Infantil.




O Bebê pode ouvir sons antes mesmo de nascer. Assim, não é surpresa que durante os primeiros nove meses de vida, ele possa:



- Ouvir e responder aos sons e vozes à sua volta
-Divertir-se ouvindo histórias



-Responder ao ser chamado pelo nome.






Dentro de poucas semanas após ter nascido, a capacidade auditiva da criança deve ser testada. Isto é vital já que as crianças aprendem a linguagem ouvindo, e a maioria do desenvolvimento da linguagem infantil ocorre nos primeiros dois anos da sua vida. Se um problema de audição não for detectado até ela entrar na escola, ela já terá seu desenvolvimento totalmente comprometido.



Mesmo depois de ter testado a capacidade auditiva do bebê, você precisa e deve continuar a fazer auto-testes em casa. Sua criança pode ter algum indício de perda auditiva se, quando for récem nascida, ela não:



a) Se assusta, move, chora ou reage a barulhos e sons inesperados



b) Desperta com barulho



c) Move sua cabeça em direção ao som da sua voz



d) Naturalmente imita o som que ouve.






Nesse caso, você deverá consultar seu pediatra. Mais de 3 milhões de crianças, apenas na América do Norte, tem problemas de audição. No Brasil, como sempre, não existem estudos ou números a esse respeito, mas estima-se que seja um volume semelhante apesar da população ser menor. Dessas crianças, cerca de 45 por cento (1.4 milhões) tem menos de 3 anos de idade. Mesmo que sua criança possa ouvir imediatamente, o que ela escuta pode não lhe interessar naquele momento assim ela pode não dar atenção. Aprenda e entenda esses episódios, mas não deixe de prestar atenção aos sinais e continue reforçando sua observação e testando a audição dela. Eis aqui 5 (cinco) atividades que você e sua criança podem fazer juntos para trabalhar seu potencial auditivo:






1) Falando com o Bebê: . Faixa etária: Do nascimento em diante Escute e fale com sua criança durante todo o dia. Não importa se ela não responde. Quando você fala com ela, você está lhe mostrando como usar os lábios e a lingua. Aprenda o significado do choro e gestos do seu filho. Ouça os sons que ele faz e observe o modo como ele move seu corpo. Faça uma imersão total do seu bebê em palavras. Por exemplo, quando estiver vestindo sua roupa, dê nomes as cores e as coisas que você estiver colocando na cabeça dele. Cuprimente-o toda vez que o ver. Diga seu nome frequentemente, por exemplo:"Ôi Alberto, você dormiu bem? ", ou "Alô, Alberto, você precisa trocas as fraldas?" Essas conversações podem parecer estar além da compreensão do bebê, mas elas o fazem saber quanto ele é importante e que você gosta dele.






2) Cantando para o Bebê: . Faixa etária: Do nascimento até os 3 anos Cante para o bebê. Quando seu filho estiver acordado, cante para ele com voz suave e melodiosa. Tente apenas entoar ou cantar uma canção em tom ameno e amoroso. Isso vai ajudá-lo, acalmá-lo e confortá-lo quando estiver agitado ou chorando (se não for caso de doença). Não se preocupe se você não tiver dotes musicais apurados - seu bebê não sabe a diferença. Ele se reconfortará com os sons que você faz e a atenção que está sendo dada a ele. Quando estiver alimentando, trocando fraldas, e dando banho no seu filho, cante canções e ninar para ele. Desse modo, ele vai aprendendo que a comunicação dele com você é importante e que as pessoas prestam atenção quando estão falando uma com a outra.






3) Lendo para o Bebê: . Faixa etária: Do nascimento em diante Leia para seu Bebê. Nada estimula mais a inteligência de uma criança que escutar você falar. Os livros ilustrados com figuras e desenhos são magníficos para esta idade. O importante é que tenham uma ou duas palavras por página e ilustrações ou fotografias coloridas. Deixe o bebê olhar todas as ilustrações à vontade e sem pressa. A medida que vai crescendo, deixe ele explorar as páginas de livros com mais palavras.Nesse estágio, ele se diverte ouvindo sua voz e encontra nisso calma e reconforto.






4) Explique os Sons: . Faixa etária: Do nascimento até os 3 anos Se isto for o zunido de um avião ou o ronronar do gato, observe que o que seu filho escuta permite-lhe ajudar a entender seu meio ambiente. Considere gravar os sons que ele faz aos 3 meses de idade, e a cada 3 meses de vida a partir daí. Mostre-lhe os sons de modo que ele se divirta ouvindo a si mesmo. Explique-lhe que a voz que ele está ouvindo é dele mesmo.






5) Ensinando o Bebê: . Faixa etária: Do nascimento até os 3 anos Dê ao bebê instruções simples através de gestos e palavras. Diga a palavra "sorria" e então faça o gesto do sorriso. Ele aprenderá a imitar suas ações. A medida que se desenvolve, levante suas mãos ou pés e diga, "pra cima" então, abaixe-os e diga, "pra baixo". Quando for crescendo, aponte e olhe na direção de um objeto e indentifique-o. Por exemplo, aponte para seu carrinho e diga, "carro". Pegue o carrinho e indentifique-o outra vez. Logo, quando você disser "carro", ele será capaz de apontar por si mesmo para o brinquedo e eventualmente pegá-lo. Ajude seu filho a descobrir a si próprio. Coloque-o sobre um cobertor e se ajoelhe diante dele. Abaixe seu rosto e modo que fique à mesma altura do dele. Toque seu rosto e diga "rosto". Então, coloque as mãos dele sobre seu rosto, e repita. Faça a mesma coisa com outra partes do corpo, como nariz, boca ouvidos, etc. Use sua imaginação e crie novas atividades.

Fonte: Departamento de Educação Pública dos Estados Unidos da América

Projeto: Ensinando os Pais a Ensinar.

Adaptação: Alberto Filho.

Estimulação


Estimule:
- Criatividade;
- Motricidade,
- Controle da força muscular,
- Aquisição de conceitos: constância da massa, causa e efeito,
- Atenção, concentração...

Pintura a Dedo


Material: 1 litro de água; 1 xícara de chá de farinha ou maizena; 3 colheres de sopa de vinagre; anilina ou guache (diversas cores)
Como fazer: Misture bem a farinha e a água e leve ao fogo baixo, mexendo sempre, até conseguir um mingau uniforme, não muito grosso. Deixe esfriar e junte o vinagre. Divida a massa em vidros, tipo de maionese, e acrescente a anilina ou o guache (uma cor em cada vidro).Conserva-se bem por aproximadamente 1 mês se mantido bem fechado.
Para usar, distribua entre as crianças pedaços de cartolina. Retire a tinta do pote com uma colher e deixe-as desenhar com as mãos.Coloque os trabalhos para secar à sombra.



Tinta vegetal


Material:

Beterraba, Cenoura e Espinafre
Modo de Fazer:Bater no liquidificador, com água, beterraba (para a cor vermelha),cenoura (para a cor amarela), e espinafre (para a cor verde). Espremer o líquido de cada um num pano e depois coar. Guardar as tintas em vidros e tampar bem.
Atenção: Pintar sobre papéis grossos, utilizando-se de vários tipos de pincéis, esponjas, chumaço de algodão preso num palito ou num lápis, ou então, usar frascos de desodorante vazios, do tipo spray, que cheios de tinta servirão para espirrar no papel preso numa parede ou num cavalete.


Massa Caseira para Modelar

Receita 1 (massa de pão)

Material :4 xícaras de farinha de trigo,1 xícara de sal, 1 e meia xícara de água, 1 colher de (chá) de óleo
Modo de Fazer:Numa tigela, misturar todos os ingredientes, amassar bem até ficar boa para modelar. Guardar em saco plástico ou vidro bem tampado.Atenção: Esta receita não precisa ir ao fogo. Não seca ao sol, mas você pode colocar as peças modeladas numa forma e pedir para um adulto colocar em forno brando para assar. Depois de assadas, é só pintar com tinta para artesanato ou tinta preparada por você através de nossas receitas.

Receita 2

Material1:500 g de maisena,100 g de sal,uma colher de (café) óleo,tinta vegetal
Modo de Fazer: Misturar a maisena e o sal. Juntar água suficiente para formar uma pasta.Pedir para um adulto levar a massa ao fogo, mexendo sempre. Acrescentar o óleo e o corante.
Guardar em saco plástico ou vidro bem tampado.Atenção: a massa não deve ser deixada para secar ao sol. Ela se conserva por vários meses, independente de qualquer produto químico.

Receita 3

Material:2 xícaras e meia de maisena1 xícara de salmeia xícara de águauma pitada de corante.
Modo de Fazer Misturar todos os ingredientesPedir para um adulto levar a massa ao fogo em banho-maria até desprender da panela.Guardar em saco plástico ou vidro bem tampado.

Atenção: a massa não deve ser deixada para secar ao sol. Ela se conserva por vários meses, independente de qualquer produto químico.

Cola Branca Caseira

Material Necessário:1 xícara de farinha de trigo e água
Modo de Fazer:Misture 1 xícara de farinha com 1 xícara de água.Ferva 4 xícaras de água e acrescente a mistura e deixe cozinhar aproximadamente3 minutos, espere esfriar e use.

31/08/2007

Infância na Creche. Um Olhar Inclusivo


Caminhos pedagógicos da inclusão: A creche, um bom começo.

Por Cláudia Regina Pinto Michelli e Julianne Fischer.

A creche entendida como uma instituição educativo-profissional torna-se o primeiro local onde a criança vivencia situações de inclusão. Desde os momentos assistenciais (alimentação, higiene, descanso), até as brincadeiras e atividades pedagógicas, a criança estará participando de escolhas que incluem ou excluem objetos e/ou pessoas. Nossa sociedade gira em torno dessas situações, devido as escolhas que fazemos a partir daquilo que nos interessa.
Acredita-se que sendo a creche um ambiente onde a criança inicia sua interação com pessoas sem nenhum grau de parentesco, torna-se relevante um trabalho pedagógico consciente, pois nossas ações podem deixar sentimentos cristalizados. A maneira de conduzir a prática diária dessas instituições poderá instigar o sujeito a tornar-se alguém seguro e confiante ou retraído e sentindo-se incapaz.
A questão do remanejamento é um momento importante, porém não é o único. De nada adianta todo um preparo para a inclusão, se no decorrer do ano houver desagregação neste meio. A isto é importante salientar que os educadores precisam constantemente buscar conhecimentos, resgatando o que sabem e construir uma pedagogia não revolucionária, mas, capaz de reconhecer nas pequenas coisas, nos pequenos momentos uma ação transformadora da prática, que, muitas vezes está calçada numa dinâmica corroída pelo tempo.
Saber pensar não é algo que se obtém por técnica, receita ou método. Saber pensar não é só aplicar a lógica e a verificação aos dados da experiência. Precisamos, pois, compreender que regras, que princípios regem o pensamento que nos faz organizar o real, isto é, selecionar/privilegiar certos dados, eliminar/subalternizar outros. (...) Saber pensar significa, indissociavelmente, saber pensar o próprio pensamento. Precisamos pensar-nos ao pensar, conhecer-nos ao conhecer. É essa experiência reflexiva fundamental, que não é só a do filósofo profissional e não deve estender-se apenas ao homem da ciência, mas deve ser a de cada um e de todos. (Morin, Edgar, 1987, p. 111).
É através das reflexões da nossa postura, diante do nosso trabalho que podemos transformar nossas ações. É através dos questionamentos e daquilo que nos intriga que há impulsionamento para a busca das respostas. A dúvida reorienta o olhar do educador, se deixar que ela morra seremos meros "cumpridores de horas trabalhadas", lavando as mãos para o compromisso e vestindo a camisa da incompetência.
Os profissionais de creche precisam ter em mente que neste local sempre estarão lidando com questões que envolvem separação, conquistas e progressiva autonomia das crianças. Estas questões giram em torno da inclusão e conseqüentemente da exclusão. Respostas ou receitas para um trabalho inclusivo na creche não existem, não é somente uma graduação em pedagogia que trará subsídio para tal investida. O que precisa ocorrer é um trabalho efetivamente em grupo com cada membro responsável em fazer a sua parte. Esse trabalho em grupo não envolve somente educadores, mas, toda a instituição e principalmente as famílias.
Um grupo se constrói através da constância da presença de seus elementos na constância da rotina e de suas atividades. Um grupo se constrói no espaço heterogêneo das diferenças entre cada participante. Um grupo se constrói enfrentando o medo que o diferente, o novo provoca, educando o risco de ousar. Um grupo se constrói na cumplicidade do riso, da raiva, do choro, do medo, do ódio, da felicidade e do prazer. (Grossi, 2001, p. 65).
É nessa dinâmica de comprometimento que emergem os caminhos de uma pedagogia inclusiva na creche. Cada instituição possui uma política única de trabalho, para tanto, o caminho pedagógico da inclusão é um trajeto a ser construído por todos, ou seja, pais, educadores, coordenadores, com o intuito de promover uma Educação Infantil de qualidade e para todos, visando o desenvolvimento de uma infância compreendida e valorizada no seu momento, nas suas particularidades. Uma Educação Infantil de qualidade requer acima de tudo experiências significativas para as crianças, pois estas determinam o intercâmbio dela com o mundo, absolutamente necessário para a vida e o viver de qualquer cidadão.

Por favor, me toque!


SE SOU SEU BEBÊ, POR FAVOR ME TOQUE...
Preciso de seu afago de uma maneira que talvez nunca saiba... Não se limite a me banhar, trocar minha fralda e me alimentar, mas me embale estreitado, beije meu rosto e acaricie meu corpo. Seu carinho gentil, confortador, transmite segurança e amor...
SE SOU SUA CRIANÇA, POR FAVOR ME TOQUE...
Ainda que eu resista e até o rejeite, insista, descubra um jeito de atender minha necessidade. Seu abraço de boa noite ajuda a adoçar meus sonhos; seu carinho de dia me diz o que você sente de verdade...
SE SOU SEU ADOLESCENTE, POR FAVOR ME TOQUE...
Não pense que eu, por estar crescido, já não precise saber que você ainda se importa. Necessito de seus abraços carinhosos, preciso de uma voz terna. Quando a vida fica difícil, a criança em mim volta a precisar...
SE SOU SEU AMIGO, POR FAVOR ME TOQUE...
Nada como um abraço afetuoso para eu saber que você se importa. Um gesto de carinho quando estou deprimindo me garante que sou amado, e me reafirma que não estou só. Seu gesto de conforto talvez seja o único que eu consiga...
SE SOU SEU PARCEIRO SEXUAL, POR FAVOR ME TOQUE...
Talvez você pense que sua paixão basta, mas só o seus braços detém os meus temores. Preciso do seu toque terno e confortador, para me lembrar que sou amado apenas porque eu sou eu...
SE SOU SEU FILHO ADULTO, POR FAVOR ME TOQUE...
Embora eu possa ter até minha própria família para abraçar, ainda preciso dos braços de mamãe e papai quando me machuco...
SE SOU SEU PAI IDOSO, POR FAVOR ME TOQUE...Do jeito que me tocaram quando era bem pequeno. Segure minha mão, sente-se perto de mim, dê-me força e aqueça meu corpo cansado com sua proximidade. Minha pele, ainda que muito enrugada, adora ser afagada....
NÃO TENHA MEDO... APENAS ME TOQUE...
(Autor: Phyllis K. Davis)